Marcelly Malta Lisboa, referência na luta pelos direitos de travestis e transexuais, morre aos 75 anos

  • 05/07/2026
(Foto: Reprodução)
Marcelly Malta Lisboa tinha 75 anos Arquivo Pessoal Marcelly Malta Lisboa, referência na luta dos direitos da população travesti e transexual no Rio Grande do Sul e no Brasil, morreu no sábado (4), aos 75 anos — não há informações da causa da morte. Marcelly tinha comorbidades e há poucos dias esteve hospitalizada. Ela morreu em casa, na capital gaúcha. O velório aconteceu na Casa dos Conselhos, neste domingo (5). Depois, sepultamento foi no Cemitério Jardim da Paz, também em Porto Alegre. Acesse o canal do g1RS no WhatsApp Marcelly nasceu em 1951, em Mato Leitão, no Vale do Rio Pardo. Ela era presidente da Igualdade RS, fundada em 1999, além de também atuar como vice-presidente da Rede Trans Brasil, que começou em 2009. "A partida de Marcelly Malta é um golpe profundo para a Rede Trans Brasil e para toda a história do movimento LGBTQIA+ no país. Marcelly não foi apenas uma liderança; ela foi uma força da natureza, uma pioneira e uma defensora incansável da dignidade, da cidadania e da vida da população travesti e transexual brasileira", lamenta trecho da nota emitida pela Rede Trans Brasil. O PT, partido do qual Marcelly era filiada, também emitiu nota: "A melhor homenagem que podemos prestar é seguir defendendo um Brasil em que pessoas travestis e transexuais possam viver com dignidade, respeito e oportunidades. Marcelly Malta, presente!" Confira, abaixo, as manifestações das entidades após a perda. O que diz a Rede Trans Brasil "Nossos sinceros sentimentos por essa perda tão imensa. A partida de Marcelly Malta é um golpe profundo para a Rede Trans Brasil e para toda a história do movimento LGBTQIA+ no país. Ela foi e sempre será uma gigante na luta pelos direitos humanos e pela dignidade. Marcelly não foi apenas uma liderança; ela foi uma força da natureza, uma pioneira e uma defensora incansável da dignidade, da cidadania e da vida da população travesti e transexual brasileira. Sua trajetória confunde-se com a própria história da nossa luta, deixando um legado inestimável de coragem, afeto e resistência que jamais será apagado. Sua voz firme, seu sorriso acolhedor e sua determinação inabalável continuarão a ecoar em cada passo que dermos daqui para frente. Marcelly nos ensinou que resistir é um ato de amor e de sobrevivência. O Brasil perde uma de suas maiores guerreiras, mas o céu ganha uma estrela que continuará a iluminar nossos caminhos. Descanse em paz, nossa eterna Vice-Presidente. Seu legado vive em nós. Marcelly Malta, presente. Hoje e sempre." Nota de pesar da secretaria LGBT do PT de Porto Alegre "A Secretaria LGBT do Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Marcelly Malta, filiada ao PT, ativista incansável e uma das maiores responsáveis por abrir caminhos para a população travesti e transexual no Rio Grande do Sul. Sua militância nunca se limitou à denúncia das violências. Marcelly acreditava que era preciso disputar as instituições, construir políticas públicas e formar pessoas para que o Estado passasse a reconhecer e respeitar a diversidade. Essa convicção fez dela uma protagonista na formulação de políticas voltadas à população LGBTI+, especialmente à população trans e travesti, sendo uma referência na formação em direitos humanos de profissionais da segurança pública durante os governos do PT no RS, sendo a primeira travesti a lecionar sobre o tema para a os batalhões da Brigada Militar, mostrando a força da sua militância. Sua partida deixa uma imensa saudade, mas também a responsabilidade de dar continuidade às lutas que ela ajudou a construir. A melhor homenagem que podemos prestar é seguir defendendo um Brasil em que pessoas travestis e transexuais possam viver com dignidade, respeito e oportunidades. Marcelly Malta, presente! Seu legado seguirá vivo em nossa luta. Secretaria LGBT do PT de Porto Alegre" Em 2021, Marcelly deu entrevista ao g1RS, na qual enaltecia a alegria de completar 70 anos: "Nossa população, de travestis, a nível nacional, internacional, chega aos 35 anos. Chegar aos 70 anos é um orgulho muito grande. A gente pensa que nunca chegar lá." Veja trecho da entrevista abaixo: ‘Orgulho’, diz presidente da Igualdade RS ao chegar aos 70 anos Vídeos: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/07/05/morre-marcelly-malta-lisboa-referencia-na-luta-pelos-direitos-de-travestis-e-transexuais-aos-75-anos.ghtml


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