Autor de feminicídio se apresenta e é preso pela Delegacia da Mulher em Passo Fundo
- 09/02/2023
Foi preso o homem apontado como autor do feminicídio de Keli Greice do Amarante de Souza, 26 anos, em Passo Fundo. A prisão ocorreu no início da noite dessa quarta-feira (08) na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
A equipe da delegada Rafaela Bier procurava pelo indivíduo desde o último domingo, quando ele cometeu a então tentativa de feminicídio. Nesta quarta-feira Kelli morreu no hospital e no início da noite o autor se apresentou junto com seu advogado.
O homem ficou em silêncio e destacou que irá falar apenas em julgamento.
Ele foi conduzido ao Presídio Regional de Passo Fundo onde permanece em prisão preventiva.
A identidade do preso não foi divulgada pela polícia.
Com exclusividade a Rádio Uirapuru acompanhou a saída do preso da delegacia.
Até o fechamento desta matéria, a reportagem não conseguiu contato com a defesa do acusado.
RELEMBRE O CASO
De acordo com o registro policial, o casal estava em casa quando houve uma discussão e o homem, após ingerir bebida alcoólica efetuou um disparo de arma de fogo em direção a vítima, que foi atingida no pescoço. Ela foi levada por uma vizinha ao atendimento médico no Hospital de Clínicas em Passo Fundo.
Keli er passou por cirurgia e permaneceu na se recuperando na casa hospitalar até a manhã desta quarta-feira (08).
Seu quadro clínico piorou nas últimas horas e ela veio a óbito. O tiro, efetuado pelo seu companheiro, rompeu as vértebras e a medula da jovem.
O caso é investigado pela DEAM de Passo Fundo. De acordo com a delegada Rafaela Weiler Bier, a vítima já havia procurado a DEAM em janeiro, solicitando medidas protetivas de urgência, que foram prontamente deferidas. Porém, dias após o fato, as medidas protetivas de urgência foram revogadas pelo Poder Judiciária a pedido da vítima, sob o argumento de que agiu por impulso e que não tinha medo do agressor.
Rafaela destaca como é importante que a vítima consiga romper o ciclo da violência. “A vítima jamais pode menosprezar a conduta do agressor ou mesmo se sentir culpada. A manutenção da medida de afastamento do agressor com certeza evita a morte, infelizmente, no caso em análise, o pedido da vítima solicitando a revogação das medidas protetivas colocou seu direito a vida em risco.”
Fonte: Rádio Uirapuru




















