RS comemora supersafra de mel em 2026

  • 07/04/2026

RS comemora supersafra de mel em 2026

Beneficiada pelo clima favorável, a colheita do mel se aproxima da reta final no Rio Grande do Sul, apontando ganhos de produtividade e marcando a recuperação da apicultura após as perdas causadas à atividade pelas enchentes de maio de 2024. A produção média gaúcha, que em anos normais era de 9 mil toneladas de alimento e no ciclo 2024/2025 caiu para um terço desse volume, pode chegar neste ano a 11 mil toneladas, projeta o coordenador da Comissão da Apicultura da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Aldo Machado.

“É uma supersafra de mel este ano”, afirma Machado. Cerca de 40% do volume produzido fica no mercado brasileiro. O restante é destinado ao exterior, principalmente aos Estados Unidos, que, no ano passado, sobretaxaram em 50% a importação do mel brasileiro. Em fevereiro, após disputas jurídicas, essa tarifa foi substituída por uma taxa de 15%.

Machado acredita que, agora, o desafio será a comercialização, que só deverá ganhar força a partir de setembro, quando a chegada do outono no Hemisfério Norte impulsiona o consumo. “Não vejo hoje problema quanto às tarifas. O problema é que os Estados Unidos estão com os estoques altos e não temos outro (grande) mercado para entregar”, observa Machado, afirmando que o setor está em negociações para exportar algum volume para a China.

A apicultura mobiliza 32 mil produtores no Estado e, segundo Machado, ganhou impulso após a pandemia de Covid-19 em razão da valorização do mel, que incentivou mais produtores a investir na atividade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o mel a granel destinado à exportação é cotado atualmente de R$ 6 o quilo na região de Bagé a R$ 19,50 na região de Santa Maria.

Segundo a extensionista e assistente técnica estadual em apicultura da Emater/RS-Ascar Laila Ribeiro Simon, a colheita do mel deve ser concluída até maio. Ao citar dados do Observatório de Abelhas do Brasil, programa coordenado pela Embrapa, ela lembra que as enchentes de 2024 causaram uma perda de 18 mil colmeias no Estado. Apesar de episódios de calor intenso e períodos de estiagem em algumas regiões desde o final de 2025, Laila diz que o clima colaborou para a retomada dos apiários. “A média de produtividade tem oscilado em torno de 20 a 30 quilos por caixa, sinalizando a recuperação de um cenário em que a gente vinha de 10, 15 kg. E temos registros de regiões onde a média vai chegar a 35 a 40 kg por caixa”, afirma.

Setenta por cento da matriz produtiva da apicultura gaúcha é representada pela agricultura familiar, destaca a extensionista. “Então, é um cenário bem favorável, bem oportuno, mostrando uma cadeia que é importante em termos de geração de renda para a agricultura familiar e a sua capacidade de recuperação”, conclui.

FONTE: Correio do Povo


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